Em uma pequena cidade Tailandesa vivia um jovem rapaz de
família pobre, porém fiel a seus costumes, chamado Kathnâ.
Kathnâ pertencia a uma comunidade de indígenas pedaung, onde
as mulheres tinham o costume de colocarem argolas no pescoço como um símbolo de
beleza. Quem continha mais argolas e o pescoço mais alto era a mulher mais bela.
Natiga,mãe de kathnâ era considerada a mulher mais bela de
sua comunidade, porem era viúva do antigo cacique da aldeia, e então nunca
poderia se apaixonar novamente por outro
homem, ao não ser que este se torne o novo cacique da tribo e decida escolhe-la
como mulher, o que era praticamente impossível, pois era de costume os caciques
já serem “casados” e não podiam ser pigamos, já que a pigamia não era permitida
na comunidade.
Por mais que kathnâ amava seu falecido pai, ele sentia que
sua mãe tinha a necessidade de se apaixonar novamente, então foi a procura de
um bom homem para sua mãe querida, e nesta busca considerada impossível de ser
concluída, Kathnã encontra um espelho e repara que se não há um homem para sua
mãe talvez ele devia se tornar um.
Após dois dias fora da aldeia, Natiga se preocupa com a
demora de seu filho e manda os homens de sua aldeia o procurarem, realizando uma busca atras de Kathnã e de repente um homem sujo e com
sangue em seu corpo vai a aldeia antes mesmo que os homens tivessem saído para
a busca, ele grita falando que havia um menino nas matas ao redor da aldeia
desmaiado, pois ele havia visto o jovem lutando com uma onça, mas que havia
desmaiado e então ele entrou na frente e com sua força muscular matou a onça
para tentar salvar o menino.
Os homens impressionados com a bravura do corajoso e
inesperado indígena, que se apresentou como Bakunai, correram nas matas já
esperando que o menino fosse na verdade o filho do antigo cacique, Kathnã.
Ao chegarem no local descrito Bakunai tinha desaparecido,
enquanto os homens já confirmavam a morte do jovem, que era Kathnã. Então, a
notícia se espalhou rapidamente e Natinga entrou em desespeiro assim que soube,
pois perdeu seu marido e filho amados no
mesmo ano.
Após dois dias de muitas celebrações referentes a Kathnã, os
homens decidiram jogá-lo em um rio, já que havia sido morto por um animal puro
da natureza, onde nela seu corpo deveria permanecer.
No mesmo dia em que o corpo de Kathnã foi jogado no rio, o
misterioso homem, Bakunai, voltou na aldeia para se desculpar por não ter
conseguido salvar a vida do jovem, mas por sua surpresa, todos da aldeia
estavam reunidos para iniciarem uma celebração em homenagem a ele, por sua
bravura e coragem.
Assim que Bakunai entrou na oca em que sua celebração estava
sendo iniciada, todos olharam para ele e na mesma hora Natiga gritou dizendo
que os deuses haviam ouvido suas preces e o mandaram como um anjo na vida de
todos da aldeia. Todos ao seu redor começam gritar e chamar pelo nome de
Bakunai, então, Natiga foi em sua direção e tirou seu colar feito de pétalas de violetas e com muita
honra e respeito colocou o no pescoço de Bakunai, e não foi dito mas todos já
sabiam, o bravo e corajoso indígena estava prestes a se tornar o novo cacique
da aldeia, e talvez o futuro marido de Natiga.
Bakunai se espantou com a atitude de todos, mas ficou
lisonjeado e retribui o respeito dizendo: “se os deuses me mandaram para essa
aldeia como uma missão, esta missão irei cumprir, em nome de todos que estão
aqui presentes e que virão futuramente, com a mesma honra a qual fui recebido”.
A celebração então se tornou motivo de festa e de muita
comemoração. Todos dançavam como seu costume, enquanto homenageavam seus deuses
e deliciavam suas comidas e bebidas naturais.
Natiga estava super feliz, pois na mesma noite de muita
festa, o novo cacique, Bakunai, havia a escolhido como sua nova companheira.
Então todos viveram muito felizes e super satisfeitos. Mas
somente Bakunai sabia da verdade, que ele era Kathnã e que sacrificou sua vida
para dar uma nova vida a sua mãe, pois tudo que havia acontecido, aconteceu por
sua vontade e não “dos deuses”, e desde então filho e mãe permaneceram juntos
até que a morte os separassem.
FIM
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