sexta-feira, 22 de novembro de 2013

CONTO: Uma prova do verdadeiro amor

     
  Em uma pequena cidade Tailandesa vivia um jovem rapaz de família pobre, porém fiel a seus costumes, chamado Kathnâ.
  Kathnâ pertencia a uma comunidade de indígenas pedaung, onde as mulheres tinham o costume de colocarem argolas no pescoço como um símbolo de beleza. Quem continha mais argolas e o pescoço mais alto era a mulher mais bela.
  Natiga,mãe de kathnâ era considerada a mulher mais bela de sua comunidade, porem era viúva do antigo cacique da aldeia, e então nunca poderia se apaixonar  novamente por outro homem, ao não ser que este se torne o novo cacique da tribo e decida escolhe-la como mulher, o que era praticamente impossível, pois era de costume os caciques já serem “casados” e não podiam ser pigamos, já que a pigamia não era permitida na comunidade.
  Por mais que kathnâ amava seu falecido pai, ele sentia que sua mãe tinha a necessidade de se apaixonar novamente, então foi a procura de um bom homem para sua mãe querida, e nesta busca considerada impossível de ser concluída, Kathnã encontra um espelho e repara que se não há um homem para sua mãe talvez ele devia se tornar um.
  Após dois dias fora da aldeia, Natiga se preocupa com a demora de seu filho e manda os homens de sua aldeia o procurarem, realizando uma busca atras de Kathnã e de repente um homem sujo e com sangue em seu corpo vai a aldeia antes mesmo que os homens tivessem saído para a busca, ele grita falando que havia um menino nas matas ao redor da aldeia desmaiado, pois ele havia visto o jovem lutando com uma onça, mas que havia desmaiado e então ele entrou na frente e com sua força muscular matou a onça para tentar salvar o menino.
  Os homens impressionados com a bravura do corajoso e inesperado indígena, que se apresentou como Bakunai, correram nas matas já esperando que o menino fosse na verdade o filho do antigo cacique, Kathnã.
  Ao chegarem no local descrito Bakunai tinha desaparecido, enquanto os homens já confirmavam a morte do jovem, que era Kathnã. Então, a notícia se espalhou rapidamente e Natinga entrou em desespeiro assim que soube, pois perdeu seu marido e filho amados no mesmo ano.
  Após dois dias de muitas celebrações referentes a Kathnã, os homens decidiram jogá-lo em um rio, já que havia sido morto por um animal puro da natureza, onde nela seu corpo deveria permanecer.
  No mesmo dia em que o corpo de Kathnã foi jogado no rio, o misterioso homem, Bakunai, voltou na aldeia para se desculpar por não ter conseguido salvar a vida do jovem, mas por sua surpresa, todos da aldeia estavam reunidos para iniciarem uma celebração em homenagem a ele, por sua bravura e coragem.
  Assim que Bakunai entrou na oca em que sua celebração estava sendo iniciada, todos olharam para ele e na mesma hora Natiga gritou dizendo que os deuses haviam ouvido suas preces e o mandaram como um anjo na vida de todos da aldeia. Todos ao seu redor começam gritar e chamar pelo nome de Bakunai, então, Natiga foi em sua direção e tirou seu colar  feito de pétalas de violetas e com muita honra e respeito colocou o no pescoço de Bakunai, e não foi dito mas todos já sabiam, o bravo e corajoso indígena estava prestes a se tornar o novo cacique da aldeia, e talvez o futuro marido de Natiga.
  Bakunai se espantou com a atitude de todos, mas ficou lisonjeado e retribui o respeito dizendo: “se os deuses me mandaram para essa aldeia como uma missão, esta missão irei cumprir, em nome de todos que estão aqui presentes e que virão futuramente, com a mesma honra a qual fui recebido”.
  A celebração então se tornou motivo de festa e de muita comemoração. Todos dançavam como seu costume, enquanto homenageavam seus deuses e deliciavam suas comidas e bebidas naturais.
  Natiga estava super feliz, pois na mesma noite de muita festa, o novo cacique, Bakunai, havia a escolhido como sua nova companheira.

  Então todos viveram muito felizes e super satisfeitos. Mas somente Bakunai sabia da verdade, que ele era Kathnã e que sacrificou sua vida para dar uma nova vida a sua mãe, pois tudo que havia acontecido, aconteceu por sua vontade e não “dos deuses”, e desde então filho e mãe permaneceram juntos até que a morte os separassem.

FIM

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